sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010



COSTELA CERVICAL OU COSTELA CERVICAL SUPRANUMERÁRIA

A costela cervical é uma malformação congênita óssea ou fibrosa, do processo transverso da sétima vértebra cervical. Às vezes existe sem causar sintomas, mas pode causar distúrbios neurológicos ou vasculares nos membros superiores.

Causa
A causa do erro congênito é desconhecida. A tendência da queda da cintura escapular, que ocorre na idade adulta é seguramente responsável pelo início dos sintomas.
Patologia
O desenvolvimento anormal do processo transverso pode ser unilateral(Foto) ou bilateral. Pode apresentar-se, também, em vários tamanhos, desde uma pequena protrusão óssea, às vezes com uma extensão fibrosa, até uma costela supranumerária completa. A artéria subclávia e o mais baixo tronco do plexo braquial curvam-se sobre a costela. Na maioria dos casos o tronco nervoso sofre dano no local da pressão contra a costela isto acrescido pelas manifestações neurológicas. As alterações vasculares são, provavelmente, acrescidas da mesma forma por um dano local da artéria subclávia, do qual o êmbolo pode ser repetidamente libertado para dentro dos vasos periféricos do membro superior.
Quadro clínico
A costela cervical é normalmente assintomática porém quando ocorrem sintomas, freqüentemente aparecem no adulto jovem. Eles podem ser neurológicos, vasculares ou combinados.Manifestações neurológicas - Os sintomas sensitivos são dor e parestesia no antebraço e na mão, mais marcada do lado medial (ulnar) freqüentemente com alívio temporário pela modificação da posição do braço. Os sintomas motores incluem diminuição da força muscular da mão, com dificuldade na realização de movimentos.No exame: Ha, normalmente uma área de sensibilidade diminuída - algumas vezes completa anestesia - no antebraço ou mão. A área afetada não corresponde distribuição de nenhum dos nervos periféricos, mas podem ser relatados para o mais baixo tronco do plexo braquial. Pode haver perda de massa muscular da eminência tênar e dos interossos e músculos hipotênares.
Manifestações vasculares
As alterações que devem ser observadas ordenam-se desde uma cianose do antebraço e mão até gangrena dos dedos. 0 pulso radial pode ser fraco ou ausente.
Radiografias mostram a costela anormal: se pequena, ela é melhor visualizada nas projeções obliquas.
Diagnóstico
A demonstração radiográfica da costela cervical não prova que ela é a causa dos sintomas. A condição deve ser distinguida 1) de outras causas de dor ou parestesia do antebraço e mão; 2) de outras causas de atrofia muscular na mão e 3) de outras causas de alterações vasculares periféricas nos membros superiores.Outras causas de dor no antebraço e mão - As causas alternativas importantes são Lesões centrais: Tumores envolvendo a medula ou suas raízes; espondilolistese cervical; Lesões do plexo: Tumores torácicos (Pancoast); disco cervical prolapsado, osteoartrite cervical. Lesõees distais do nervo: Neurite do nervo ulnar no cotovelo; pressão no nervo mediano no canal do carpo.
Outras causas de perda de massa muscular na mão - Estas incluem: Lesões centrais: Seringomielia; tumor medular; poliomielite; atrofia muscular progressiva (moléstia do neurônio motor); espondilolistese cervical. Lesões do plexo: Tumores do tórax (Pancoast); prolapso do disco cervical (especialmente C 7 / T 1). Lesões distais do nervo: Neurites do nervo ulnar no cotovelo; pressão no nervo mediano no canal do carpo; neurites tóxicas. Lesões musculares: Distrofia muscular.Outras causas de lesões vasculares periféricas no membro superior - Estas incluem a doença arterial periférica e a doença de Raynaud.O diagnóstico de costela cervical sintomática depende da detecção dos sinais neurológicos característicos ou distúrbios vasculares em associação com a presença da costela supranumerária. 0 disco intervertebral prolapsado de C.7-T.1 toma o aspecto clínico, sendo neurologicamente similar e realmente muitas vezes pode ser a causa verdadeira dos sintomas atribuídos a costela cervical; mas em casos de prolapse discal ha uma forte tendência de recuperação espontânea. A arteriografia pode ser conclusiva ao revelar a obstrução da artéria subclávia.
Tratamento
Depende da severidade das manifestações subjetivas e objetivas. Nos casos médios a fisioterapia na forma de exercícios, para melhorar o tônus dos músculos elevadores da cintura escapular, é adequada. Mas se os sinais neurológicos ou vasculares são bem marcados e, especialmente, se eles estão piorando, a cirurgia é recomendada. Primeiramente, o músculo escaleno anterior é dividido, se isto não causar alivio ao tronco nervoso, o escaleno médio pode ser dividido e a costela cervical removida.
A oclusão da artéria subclávia pode ser responsável pela cirurgia, se o diagnóstico é feito antes que as alterações irreversíveis tenham ocorrido.SINDROME DO ESCALENO (Síndrome da primeira costela)Ocasionalmente as manifestações neurológicas características da costela cervical ocorrem na ausência de uma anormalidade esquelética demonstrável. Elas têm sido atribuídas pela passagem do nervo entre a primeira costela e a clavícula (Compressão costo-clavicular) e pelo estiramento do tronco mais inferior do plexo braquial sobre a primeira costela normal. De fato, eles são devido, usualmente, á presença de um forte cordão fibroso no músculo escaleno médio o qual pode causar uma laçada do tronco mais baixo do plexo braquial demonstrável pela cirurgia. Os sintomas São facilmente confundidos com os de um disco intervertebral prolapsado entre C.7 e T.1. 0 tratamento deveria, dessa maneira, ser conservado em principio como no disco cervical prolapsado. Uma melhoria gradual pode amparar aquele diagnóstico. Mas se os sintomas persistem com a mesma intensidade por um longo tempo uma verdadeira síndrome do escaleno é provavelmente a causa. Neste caso pode ser justificável explorar o plexo, dividir o escaleno anterior e remover o cordão causador no escaleno médio.
Fonte: Manual de Ortopedia

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